Levantei-me às 7h. Ajudei a Ca a sair para a escola, tranquila, a tempo e horas, com a cara lavada e penteada e sem esquecer nada em casa. Arranjei-me, fiz as camas, estendi roupa e fui trabalhar às 8h30m. Organizei tarefas, preparei trabalho e distribuí pelo pessoal que chegou às 9h. Respondi a e-mails, fiz três ilustrações… bolas, queria tanto ter feito cinco! Apareceram os imponderáveis (aparecem sempre, todos os dias, é incrível!) e lá os enfiei, mais uma vez, na agenda do dia.
Os objetivos para hoje eram ambiciosos, eu sabia… mesmo assim foram estabelecidos e eu queria muito que fossem cumpridos. Não foram. Dei comigo irritada… por não ser capaz de fazer mais? Por não “despachar a coisa”, em vez de querer fazer bem? Por o dia não ter mais horas? Por não ter conseguido acordar mais cedo?… Estava chateada, mesmo! Foi então que, por segundos, pensei “Carlota Joaquina, arruma a tua cabeça, tens duas hipóteses: ou te manténs irritada e com esse mal estar ou ficas grata por tudo o que já conseguiste fazer hoje e por teres mais um dia amanhã”.
Ainda retifiquei e fechei ilustrações, verifiquei os pedidos e enviei para os clientes. A meio da tarde já estava a correr para ir dar duas aulas a pequenas mentes muito exigentes. Às 19h ainda arranjei forças para estudar matemática com a Ca…
Continuei a lutar com as minhas duas vozes interiores e sempre a tentar que o Bem vencesse. A esta hora, continuo a fazê-lo e tento meter na minha cabeça “Foste uma valente! Fizeste tanto! Amanhã será outro dia!”…

A nossa sala é local de chegada, local de passagem, local de estudo, de refeição, de criação, de leitura e de descanso. Vivemo-la muito intensamente e, por essa razão, era frequente vermos uma série de objetos desarrumados – as malas, os casacos, os telemóveis, o portátil, o tablet, todos os respetivos carregadores, um verniz (que serviu para pintar as unhas em frente à televisão), uma fita-cola, um lápis e uma borracha (que serviram para o estudo), os livros (que sairam da mochila e que amanhã não vão à escola), os blocos de apontamentos… enfim, tudo aquilo de que vamos necessitando e que vamos espalhando por todo o lado.
Ora, isto agrava-se quando a casa tem dois andares e, fartos de subir e descer escadas, fechamos os olhos ao que deveria ser arrumado “lá em cima”.
Para além da imagem desarrumada e desconfortável que passa, coloco-me no lugar da nossa empregada doméstica e imagino a dificuldade que terá em saber onde arrumar toda aquela “tralha”. Sim, é tanta que não o faz…

Ainda de volta da lavandaria, arranjámos uma solução bonita e muito, muito fácil de forrar as paredes, tapando os tais azulejos mal pintados. Usámos apenas  duas placas de pvc preto que adquirimos na Mitera.
O pvc é um material que nós usamos com muita frequência no atelier, em muitos dos nossos trabalhos. Tem várias espessuras – 1, 2, 3, 5 mm… – e corta-se perfeitamente com x-ato; existe em várias cores, em placas de 3050x2050mm. Por acaso, neste momento não tinham o preto com 1mm, por isso acabámos por trazer o de 3mm, o que deixou a obra um pouco mais cara do que gostaríamos (133 €, 66,5 € cada placa). De qualquer modo, não há dúvida que 3mm conferem mais resistência à obra.