Quem disse que numa gaveta grande é muito mais fácil manter as coisas arrumadas?
Pois na gaveta da roupa interior do Eme reina(va) sempre grande confusão. A culpa não é dele. As peças pequenas em espaços grandes “voam” de um lado para o outro, desdobram-se e afastam-se do seu par. Confesso que nunca me ocupei muito a resolver esta questão porque divisórias de gaveta e caixinhas para guardar coisas sempre fizeram muito mais o meu género do que o dele.
Só que…
… chega o dia em que olhamos para aquele aparato e pensamos: “Não, ninguém deve ter gosto em abrir uma gaveta assim! Ontem foi Dia do Pai… e o que lhe oferecemos nós? Nada. Pois, então cá vai!… Cuecas e meias novas e uma gaveta arrumada!”

Como ilustradora, perco-me com
jogos de cores,
padrões,
texturas,
papeis,
fitas,
rendas,
tecidos…
Em modo festa 😉 e como nesta casa adoramos tudo o que envolve a palavra FESTA – planeamento, preparação, organização, convívio, amizade e alegria -, vou partilhar uma “mania” minha, que acho que confere um espírito festivo a qualquer objeto mais velho ou tristonho.
Há já muito tempo que tenho esta “mania”: recuperar objetos forrando-os com tecidos.
Tudo começou com uma cadeira de escritório que ficou com as pernas muito feias, depois de a ter tentado pintar. Então, desmontei-a, estofei-a e forrei toda a estrutura com fitas de tecido unidas por nós. Colei-as à cadeira com cola branca enquanto enrolava e, no final, cobri com verniz cola, o que lhes conferiu alguma impermeabilidade facilitando a tarefa da limpeza do pó.

Os planos para o fim-de-semana vão sempre muito para além do tempo disponível para os concretizar. Ainda assim, não me sinto frustrada. Foram dois dias muito produtivos: almoço em família, compras para a despensa, “jeitinho” no hall de entrada, que mais parecia o Depósito dos Sapatos (implica arrumos por baixo das escadas e telheiro à entrada de casa), corri os meus primeiros 5kms, hoje de manhã – uhuuuuu! – e… organização da oficina em andamento!
A organização da oficina tem sido feita à medida do tempo disponível, o qual, nesta reta final de execução de manuais escolares com diversas editoras, tem sido mínimo, mínimo… mas aqui vão os ditos progressos (e reparem nas miudezas a arrumar):