O pavimento branco do atelier

Uma designer do atelier disse um dia que “nesta empresa até dá vontade de tirar os sapatos e trabalhar descalça”. Estávamos no espaço antigo, pavimento de soalho flutuante, e nunca mais me esqueci da sensação boa que é ouvir dizer que o nosso espaço é confortável (e limpo). De facto, por aqui, de vez em quando, tiramos os sapatos. Foi por isso, por sensações como essa, que resolvemos pintar o chão do novo espaço de branco, uma cor inusitada, luminosa e “limpa”! Estivemos muito perto de o deixar como estava, cinzento e com as marcas de uso. Mandar pintar um pavimento destes (industrial, com uma área grande, com uma tinta própria, de uma cor clara,…) iria ficar muito dispendioso… A não ser que tentássemos fazê-lo nós… mas será que conseguiríamos? Não seria preciso uma técnica especial para aplicação deste tipo de tintas? E depois? E se o branco não resultasse?…
Resolvemos pesquisar e informar-nos melhor e encontrámos esta com o seguinte descritivo: Argafloor, 100% acrílica aquosa – aquosa, adoramos! –, aspecto acetinado, para pavimentos em cimento ou betão, sujeitos a atrito médio, boa resistência ao exterior, excelente aplicabilidade, da Argatintas – marca portuguesa, ainda por cima! Bom, não necessita primário, aplica-se com rolo ou trincha, sem quaisquer dificuldades de aplicação… Perfeito!

 

Pronto, estava decidido! Iríamos pintar, nós mesmos, o chão de branco. Comprámos dois rolos novos, duas trinchas (para pintar os cantos) e um tabuleiro de pintura. Este chão iria ficar um mimo!

Então, como fizemos?

O chão tem que estar limpo e sem gorduras. Primeiro, contratámos uma empresa de limpezas industriais (e de escritórios) para o limpar. Só porque a área é enorme e era preciso daquelas máquinas que esfregam e aspiram líquidos (não achei caro e valeu a pena poupar esforços nesta tarefa). Depois então, avançámos com a pintura. As instruções são muito simples:
Primeiro, agitar bem a tinta para uma completa homogeneização.
Depois, diluir a 1. demão com 25% de água em volume. As demãos seguintes já se aplicam sem diluição.
Tempos de secagem: 2 a 3 horas ao tacto, 12 horas entre demãos.

Foi tão simples como pintar uma parede, mas devo dizer que levou as três demão até ficar mesmo branquinho!
Já lá vai um mês desde que pintámos o chão. É claro que nesta cor se nota bem a sujidade, e é claro que fica marcado se arrastarmos objetos pesados, mas com algum cuidado e limpando com frequência, manter-se-á lindo! E depois, há que ver  que tipo de uso lhe estamos a dar: num quarto de uma habitação será facílimo mantê-lo impecável, num escritório um pouco menos (por causa dessas terríveis cadeiras de rodízios), numa garagem ou espaço industrial é claro que teremos que conviver com o desgaste normal destes espaços.  O nosso já tem um ou outro risco (que, confesso, ainda não experimentei retirar), mas não estamos nada arrependidos. O chão está lindo e maravilhoso, acetinado, muito fácil de limpar!

E agora, não só apetece andar por aqui descalça, como até sentar-me no chão!

Antes, estava assim…

O que acham? Parece-vos bem? Tentados a fazer o mesmo em casa? Que tal renovar o chão da garagem?
No Youtube podem ver o vídeo do nosso trabalho, mas se tiverem dúvidas, enviem-nos mensagem.
Se pretenderem adquirir esta tinta, podemos já avançar que podem fazê-lo através da loja online, loja de Faro ou revendedores aderentes. Para qualquer esclarecimento, podem mesmo entrar em contacto com a sede. (Foi o que nós fizemos 🙂 )

Beijos e abraços!
Carlota

NOTA: Este artigo é fruto de uma parceria entre a Argatintas e o 52, resultado do nosso interesse pela marca e pelo produto em questão. Independentemente desta parceria, todos os comentários refletem a nossa sincera opinião e são exclusivamente da nossa responsabilidade.

 

3 Comentários
  • Emilia
    Publicado às 05:02h, 20 Outubro Responder

    Victoriano Nazareth
    Há 1 dia
    O espaço ficou tão lindo! Que aspecto mais “clean” e luminoso! Quem o viu e quem o vê agora! Quanto aos riscos, qualquer piso sujeito a fricção risca. Talvez protegendo os pés das cadeiras e de outros móveis com protectores que existem no mercado, para o efeito. Em relação a notar-se mais a sujidade, não estou muito de acordo. Penso que de uma forma ou de outra se nota em qualquer cor! E para quem gosta de manter tudo limpo e organizado como vós, o problema ainda é menor! Só me resta desejar muitos e criativos trabalhos nesse vosso belo e inspirador atelier! Beijinhos

    PS: Vimos o video deste artigo no Youtube e aqui fica a cópia do comentário que lá fizemos.

  • Joao Silva
    Publicado às 21:34h, 18 Outubro Responder

    Adorei!!!
    De um espaço industrial que todos pensamos ser cinzentão e sem graça, fizeram um espaço cheio de classe!!!

    • Carlota
      Publicado às 07:54h, 19 Outubro Responder

      Obrigada, João!!!

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