De volta da consola da sala

Este primeiro trimestre do ano, marcado por ser o período pós-festas e pós decoração natalícia, marcado pela preguiça (mas, também, muito trabalho), pelo frio e pela vontade de sofá, manta e chá quentinho, fez com que alguns cantos da nossa casa ficassem mais negligenciados. Não, não deixámos de os limpar. Também era o que faltava, que a preguiça tem limites! Falo de decoração e organização, falo daquela atenção especial que eu gosto de dar à nossa casa. Pois… cantos votados ao abandono: é o caso das varandas e do pátio, da consola na nossa sala, da prateleira sobre a lareira, do carrinho de chá e de tantos outros armários, prateleiras e jarras aos quais retirámos a decoração de Natal e que assim ficaram… Com pouca graça. Os dias maiores, quentinhos e solarengos já se fazem sentir, a preguiça está a ir embora e chegou a hora de deitar mão à casa novamente.

Olhando em volta, achei que devia começar pela consola (aquela que é um armário deitado, recordam-se?). Sem sair de casa, sem fazer mais aquisições, sem gastar dinheiro, e em 30 minutos, consegui dar-lhe novamente um ar de graça. Como fiz isso? Aqui fica uma ideia.

1. Usei a jarra de vidro e napa, que fiz o ano passado. Agora gosto imenso dela, mas antes de lhe colocar a napa não tinha grande graça.

2. Coloquei na jarra uns ramos de hera. Bastou ir à varanda e desbastar a hera que nos começa a invadir.

3. Atrás da jarra – e encostado à parede-, coloquei uma moldura que por cá havia com um desenho minimalista da Cá, um retrato a tinta da china. Gosto tanto dele!

4. À caixa das decorações de Natal fui buscar dois candelabros, a combinar com a moldura.

5. E para um layer horizontal, fui buscar dois livros temáticos da preferência do homem da casa: aviação e comboios.

6. O meu velhinho chapéu voltou ao lugar que já lhe pertenceu antes: na parede por cima da consola e perto das malas, para estar sempre à mão quando vou à rua, à varanda ou ao jardim.

O fator “amor” está em todo o lado: na jarra que fiz, no desenho que fez a Cá e nos livros do Marcelo. Acho que esse é um dos fatores mais importantes na decoração de um espaço ou mesmo, mais simplesmente, de uma prateleira – olharmos para ali e sentirmos “esse amor”. Ou sentirmos “alegria”, como diz a Marie Kondo.

Esta foi a minha solução. Espero que estas sejam boas ideias para vocês também, caso estejam com um problema do género para resolver. É claro que não têm em casa os mesmos objetos, nem se calhar o mesmo estilo que nós, mas terão outros que podem fazer uma composição similar, mesmo num estilo diferente. Pensem nisso, partam daqui e depois digam-nos coisas.

Beijos e abraços,

Carlota

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