Uma designer do atelier disse um dia que “nesta empresa até dá vontade de tirar os sapatos e trabalhar descalça”. Estávamos no espaço antigo, pavimento de soalho flutuante, e nunca mais me esqueci da sensação boa que é ouvir dizer que o nosso espaço é confortável (e limpo). De facto, por aqui, de vez em quando, tiramos os sapatos. Foi por isso, por sensações como essa, que resolvemos pintar o chão do novo espaço de branco, uma cor inusitada, luminosa e “limpa”! Estivemos muito perto de o deixar como estava, cinzento e com as marcas de uso. Mandar pintar um pavimento destes (industrial, com uma área grande, com uma tinta própria, de uma cor clara,…) iria ficar muito dispendioso… A não ser que tentássemos fazê-lo nós… mas será que conseguiríamos? Não seria preciso uma técnica especial para aplicação deste tipo de tintas? E depois? E se o branco não resultasse?…
Resolvemos pesquisar e informar-nos melhor e encontrámos esta com o seguinte descritivo: Argafloor, 100% acrílica aquosa – aquosa, adoramos! –, aspecto acetinado, para pavimentos em cimento ou betão, sujeitos a atrito médio, boa resistência ao exterior, excelente aplicabilidade, da Argatintas – marca portuguesa, ainda por cima! Bom, não necessita primário, aplica-se com rolo ou trincha, sem quaisquer dificuldades de aplicação… Perfeito!

E aqui está o nosso trabalho do passado fim de semana – a substituição da velha vedação do jardim (em pvc e rede) por uma de madeira, mais bonita e natural. Fez tudo parte de um acordo com o vizinho, em que um fornecia os materiais e o outro a mão-de-obra. E correu tão bem, que resolvemos estender a outras zonas do jardim! Já antes tínhamos colocado vedação em madeira numa pequena área ao lado, que dava para a rua, mas foi tão trabalhoso que nos ficámos por esse pedaço. Desta vez, encontrámos no Brico Depôt esta, tão simples de fazer!

A pergunta impõe-se: que quantidade louca de madeira era aquela que apareceu no Instagram e no Facebook? Há projeto novo no 52? O que andam aqueles – nós, portanto – a fazer agora?
Comecemos pela mais nova: entre o estudo e as aulas de dança, continua a criar coisas (que nós achamos) incríveis. Nem imaginam o que esta miúda faz, sossegada no seu canto, para além de gerar caos. Em breve, tentarei arranjar um bocadinho para partilhar aqui.
Eu, estou com um novo projeto de ilustração em mãos, uma exposição de ilustração em Almeirim e um grande e novo desafio nos braços… esse, para o qual vamos precisar de toda aquela madeira.
O Marcelo, tem estado a acompanhar uma obra de remodelação de um fraldário no norte, trabalhado nos seus projetos multimedia e, tal como eu, tem estado a braços com este novo projeto, que nos está a entusiasmar muitíssimo.

Já lá vão alguns dias desde que trocámos a misturadora antiga por uma nova e so far so good. Nada de fugas de água, nada de faltas de pressão, nada de nada… só duches bons!
Foi uma tarefa super fácil! No nosso caso ainda havia um problema maior: os azulejos atuais foram colocados em cima dos antigos e, por isso, a saída da tubagem estava pouco saliente e com a colocação dos espelhos ficava ainda mais difícil de fazer o aperto da torneira. Na antiga, tivemos que optar por não colocar os espelhos, o que ficou horrível! Mas com esta foi possível e, agora sim, está um trabalho como deve ser, impecável!… E não precisámos de nenhum especialista na matéria, apenas de uns bracinhos com força (que não os da Carlota, que anda a precisar de ginásio…). 😉
Como sempre, depois de aprendermos e experimentarmos, partilhamos como se faz.

Ao ouvir a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, não pudemos deixar de nos rever em muitas das suas palavras e expressões. Também para nós 2017 foi um “estranho e contraditório ano, que muito exigiu de nós”. Tivemos muitas alegrias, como algumas parcerias conseguidas com marcas de referência (sinal de que somos merecedores da sua confiança), como a concretização de projetos importantes e como o facto de termos sido nomeados para Blog do Ano na categoria de Decoração (sem esquecer todas as mensagens incentivadoras que nos foram chegando). Mas também tivemos um ou outro infortúnio, ainda alguma instabilidade financeira e novidades menos boas a nível profissional, o que colocou à prova a nossa capacidade de resistência. Por isso, estamos felizes por entrar em 2018, na expetativa de ser um ano um pouco mais tranquilo, mais estável e, ao mesmo tempo, com mais trabalho e menos estagnação. Somos malta criativa, somos malta que faz acontecer e somos malta que gosta de partilhar!…e, por isso, gostamos de estar por aqui e gostamos mesmo de estar com vocês!
Decretámos que 2018 terá que ser, então, o nosso “Ano da Reinvenção”! (usando novamente as palavras do Sr. Presidente)