Uma designer do atelier disse um dia que “nesta empresa até dá vontade de tirar os sapatos e trabalhar descalça”. Estávamos no espaço antigo, pavimento de soalho flutuante, e nunca mais me esqueci da sensação boa que é ouvir dizer que o nosso espaço é confortável (e limpo). De facto, por aqui, de vez em quando, tiramos os sapatos. Foi por isso, por sensações como essa, que resolvemos pintar o chão do novo espaço de branco, uma cor inusitada, luminosa e “limpa”! Estivemos muito perto de o deixar como estava, cinzento e com as marcas de uso. Mandar pintar um pavimento destes (industrial, com uma área grande, com uma tinta própria, de uma cor clara,…) iria ficar muito dispendioso… A não ser que tentássemos fazê-lo nós… mas será que conseguiríamos? Não seria preciso uma técnica especial para aplicação deste tipo de tintas? E depois? E se o branco não resultasse?…
Resolvemos pesquisar e informar-nos melhor e encontrámos esta com o seguinte descritivo: Argafloor, 100% acrílica aquosa – aquosa, adoramos! –, aspecto acetinado, para pavimentos em cimento ou betão, sujeitos a atrito médio, boa resistência ao exterior, excelente aplicabilidade, da Argatintas – marca portuguesa, ainda por cima! Bom, não necessita primário, aplica-se com rolo ou trincha, sem quaisquer dificuldades de aplicação… Perfeito!

Aqui estão as melhores dicas que tenho para vos dar para colocar papel de parede!
Quando a Leroy Merlin, em conjunto com a Henkel (Metylan), nos desafiaram a fazer uma colocação de papel de parede, confesso que não vibrei com a ideia. É certo que existem papeis de parede LIIIINDOS no mercado e que o papel certo na divisão certa faz um vistão, mas nós já tínhamos tido uma experiência de colocação de papel de parede e não correu nada bem… não fiquei fã. Só que, desta vez, a cola já vinha feita e prometia ser um bom produto e, por isso, resolvi testar(-me) novamente (já que tanta gente o faz com sucesso).
Aceitei o desafio e lá fomos nós à Leroy Merlin escolher o papel, sem termos ainda o local de aplicação perfeitamente definido. É claro que nos perdemos na escolha do papel… entre padrões naturais, geométricos e texturas de todo o tipo, havia dezenas de opções lindas! Escolhemos três e dessas três ficámos, não com uma, mas com duas opções — um Bambu para o quarto de hóspedes e um rosa com ananases dourados para o quarto da Cá. Não tínhamos pensado remodelar esses espaços mas, perante estes dois papeis, perfeitos para ali, tínhamos que o fazer! (E ainda fiquei com o outro debaixo de olho, mas não quis abusar da sorte.)

Perguntaram-nos onde adquirimos os “candeeiros” das cabeceiras de cama da Impact House. São giros, não são? Apesar do estilo industrial, fazem-me sempre lembrar uma flor, um botão de rosa. Antes de mais, devo dizer que os tais “candeeiros” são gambiarras, daquelas que os mecânicos penduram nos capôs dos carros, ou como as que usávamos no campismo quando era miúda. As gambiarras que se encontram com mais facilidade são umas cor de laranja mas, depois de muita procura, consegui estas em preto e prateado, bem giras!
Inicialmente, achámos que esta solução era boa para colocar iluminação junto a cada cama de cada beliche, em cima e em baixo, mas acabámos por utilizar apenas nos quartos individuais. Ora aqui está uma bela forma de iluminar a cabeceira da cama, mesmo não tendo instalação elétrica na parede, já que estas gambiarras têm um cabo bem comprido, que pode ser ligado a qualquer tomada. Não possuem é interruptor, pelo que comprámos uns à parte e instalámos no cabo elétrico. É um trabalho facílimo de fazer!

Sim, cá em casa somos designers gráficos de profissão. E sim, os livros, as revistas, a fotografia, a ilustração, a tipografia,… são a nossa companhia diária. Sim, somos daqueles cujos olhos semicerram para entender o equilíbrio, cujo coração acelera quando encontra beleza; sorrimos quando a estética se alia perfeitamente à função e sentimos paixão, um calor dentro do peito, com a forma das coisas, com os materiais, com o traço, com a linha, com as letras e as manchas de texto. Arrepiamo-nos com uma página bonita,…
E é por isso que gostamos de nos fazer rodear por aquilo que mexe connosco, nos faz bem à alma, nos transmite boa energia e nos inspira.