O Natal está mesmo aí, mas ainda temos o fim-de-semana para fazer o que nos falta e dar mais um ar da nossa graça à casa (há coisas que eu gosto de deixar mesmo para o fim). Do pinheirinho à mesa de natal existem imensos locais que podemos tornar mais alegres e de acordo com o espírito. Pediram-nos ideias. Assim sendo, deixo-vos algumas de última hora para uma casa preparada para receber todos aqueles que amamos da melhor forma.

Dezembro é sempre um mês tão agitado. É um mês de muito trabalho nas empresas, nas escolas, nas lojas, nos escritórios,… é um mês cheio de eventos – jantares, festas, lançamentos de livros, inaugurações de exposições, preparação de festas de escola, ensaios de teatro e dança,… e, depois, as mil e uma tarefas para realizar em casa e toda uma época festiva para preparar. Eis que chega a hora dos preparativos para o Natal.
Por aqui, para além de tudo isso, temos as obras do atelier antigo para gerir, imensa documentação para tratar, e o novo atelier ainda por organizar (porque – surpresa! – escorre água na parede do fundo e faz poça no chão, sempre que chove).

E não é que já vamos entrar em dezembro? OMG, o tempo não pára!…
Entre alguns dias de chuva e um ou outro dia de sol, lá vamos fazendo a nossa vida, dividida entre casa e trabalho, que esta reta final do ano não nos está a deixar margem para muito mais. Felizmente, o tempo que passamos em casa permite-nos parar um pouco, descontrair, organizar ideias, organizar a vida e organizar a casa. Sim, eu descontraio a organizar a casa! (Trabalhei numa empresa onde o patrão, quando precisava de descontrair, ia lavar toda a loiça e chávenas de café que o pessoal deixava por lavar na pia da cozinha… 🙂 ) E nada melhor que os dias frios e chuvosos para começar a entrar no espírito natalício… desapegarmo-nos do que temos a mais e doar, decorar a Árvore com os nossos pequenos, a casa para receber a família e os amigos, espalhar mantinhas e almofadas para criar um ambiente tranquilo e confortável, fazer listas e listinhas disto e daquilo.

Mesmo com o tanto que temos para fazer, mesmo com obras para gerir, com mudanças por terminar, contratos de fornecimento de água, luz, gás, comunicações, mesmo com o trabalho diário no atelier, as aulas, workshops e formações,… e os afazeres caseiros e a atenção à família e aos amigos,… mesmo que os dias não nos cheguem para tudo… uma coisa é essencial para a nossa tranquilidade e saúde mental: o ninho. E com ninho quero dizer uma casa minimamente organizada, limpa, cheirosa e bonita. Minimamente, se não der para mais.

Uma designer do atelier disse um dia que “nesta empresa até dá vontade de tirar os sapatos e trabalhar descalça”. Estávamos no espaço antigo, pavimento de soalho flutuante, e nunca mais me esqueci da sensação boa que é ouvir dizer que o nosso espaço é confortável (e limpo). De facto, por aqui, de vez em quando, tiramos os sapatos. Foi por isso, por sensações como essa, que resolvemos pintar o chão do novo espaço de branco, uma cor inusitada, luminosa e “limpa”! Estivemos muito perto de o deixar como estava, cinzento e com as marcas de uso. Mandar pintar um pavimento destes (industrial, com uma área grande, com uma tinta própria, de uma cor clara,…) iria ficar muito dispendioso… A não ser que tentássemos fazê-lo nós… mas será que conseguiríamos? Não seria preciso uma técnica especial para aplicação deste tipo de tintas? E depois? E se o branco não resultasse?…
Resolvemos pesquisar e informar-nos melhor e encontrámos esta com o seguinte descritivo: Argafloor, 100% acrílica aquosa – aquosa, adoramos! –, aspecto acetinado, para pavimentos em cimento ou betão, sujeitos a atrito médio, boa resistência ao exterior, excelente aplicabilidade, da Argatintas – marca portuguesa, ainda por cima! Bom, não necessita primário, aplica-se com rolo ou trincha, sem quaisquer dificuldades de aplicação… Perfeito!