Preparativos para o NATAL

Dezembro é sempre um mês tão agitado. É um mês de muito trabalho nas empresas, nas escolas, nas lojas, nos escritórios,… é um mês cheio de eventos – jantares, festas, lançamentos de livros, inaugurações de exposições, preparação de festas de escola, ensaios de teatro e dança,… e, depois, as mil e uma tarefas para realizar em casa e toda uma época festiva para preparar. Eis que chega a hora dos preparativos para o Natal.
Por aqui, para além de tudo isso, temos as obras do atelier antigo para gerir, imensa documentação para tratar, e o novo atelier ainda por organizar (porque – surpresa! – escorre água na parede do fundo e faz poça no chão, sempre que chove).

Os dias são sempre a dar o nosso máximo. Temos vastas listas de coisas para fazer e agendas bem preenchidas, mas nada como um dia atrás do outro (adoro esta expressão) e alguma organização, para ir fazendo tudo com o máximo de tranquilidade possível. É que também fazemos questão de passar tempo de qualidade em família, de manter os nossos momentos  (sobretudo ao serão), de fazer aquilo de que mais gostamos, mimar-nos, mimar a casa, o atelier, as plantas, os gatos e as pessoas que nos rodeiam.

As listas

Listas. Nunca fui tão adepta de listas como hoje. Tenho várias. As listas ajudam-me a clarificar ideias, a organizar os dias e a manter o sono. Preocupa-me a sua extensão – ó, sim! – mas preocupar-me-ia mais se andasse à toa e descobrisse a todo o momento novas tarefas para fazer, sem conseguir encaixá-las em tempo nenhum. Por isso, vou fazendo as minhas listas, vou organizando o tempo e – esta é a melhor parte – vou riscando o que está feito. Feito, done, hecho!

E como é que eu me organizo assim?

Depois de feita uma lista, defino prioridades e prazos e, em seguida, passo à agenda. Na agenda, começo por marcar os eventos com data exata (jantares, convívios, festas, espetáculos,…), e depois distribuo as tarefas pelos dias e pelas semanas, obedecendo aos prazos e às prioridades. As tarefas de casa, por exemplo, só podem ser remetidas para o fim-de-semana, finais de tarde ou após o jantar; tarefas de trabalho são agendadas dentro do horário de trabalho; para outros assuntos, que só podem ser tratados durante o dia, aproveito a hora de almoço ou crio um intervalo no trabalho.

A agenda

Todos os dias, logo pela manhã, começo por abrir a agenda e visualizar o meu dia. Ao fim do dia, verifico o que foi feito e, se for necessário, reorganizo o dia seguinte. Ainda estou a “aprender” a não sobrecarregar demais a agenda, diariamente, e a contar com os imponderáveis que aparecem como, por exemplo, querer ter escrito este artigo em apenas uma manhã e há uns dias atrás, e já o ter escrito umas quatro vezes, tendo perdido aí um dia e meio porque a plataforma está a dar problemas 🙁 (Peço desculpa a quem, entretanto, recebeu uma newsletter incompleta); ou imponderáveis como ter planeado uma hora para tratar de um assunto nas Águas de Cascais e esse assunto ter-me obrigado a deslocar lá mais duas vezes (até ver), a fazer um pedido de uma planta à Câmara Municipal, a ir ao Serviço de Finanças de Carcavelos e também ao de Cascais (onde ainda não consegui ir pois sei que terei que reservar uma manhã inteira, para além de ter que ir para a fila na rua, bem cedinho de manhã, para conseguir senha).

(Breathe…)

Sim, e é melhor contar que nem todos os dias correm bem…

 

Posto isto, em casa, aos poucos, vamos espalhando o espírito de Natal, limpando, arrumando e decorando. Hoje um canto, amanhã outro. Para não encher demasiado a casa, a decoração habitual (não sazonal) vai sendo substituída pela decoração de Natal. Na mesma caixa de onde sai uma, guardo a outra. E o espírito só fica completo com velas, potpourri, arbustos naturais ou infusões, para espalhar aquele “cheirinho” a Natal.

 

A lista de dezembro, em casa

É por volta da hora do jantar, ainda antes ou depois, que dedico um tempinho às tarefas deste mês, das quais fazem parte:

  • Limpar, arrumar e decorar um ou outro canto da casa, a precisar de atenção.
  • Dar uma volta aos roupeiros, retirar o que já não usamos e repôr o que fica em falta. É altura de doar, deitar fora ou reciclar. E se as mães nos perguntarem o que precisamos para o Natal, já saberemos o que responder, e será algo que precisamos mesmo.
  • Dar a volta à despensa e repôr o que está em falta. Isso inclui o que vamos necessitar para as festas.
  • Fazer listas de convidados e hóspedes que vamos receber em casa.
  • Preparar quartos e camas para os hóspedes.
  • Verificar loiças para as festas (pedir emprestada alguma peça ou utensílio que irá fazer falta).
  • Verificar têxteis (de mesa, quarto e casa-de-banho); retirar nódoas e borbotos, limpar, secar e passar.
  • Verificar se há assentos para todos (pedir bancos emprestados, se for necessário).
  • Fazer o menú das festas e enviar à família, para que todos se possam organizar e não haja excessos.
  • Definir o modus operandi da oferta de presentes, para que aqui também não haja excessos (normalmente fazemos algo ao estilo “amigo secreto”).
  • Decidir como vamos embrulhar os presentes e reunir numa caixa o que vamos precisar: tesoura, cola, papel, fita, cordão,…
  • Fazer uma lista dos presentes a oferecer, mandar vir, comprar ou fazê-los e embrulhá-los ao nosso modo.

 

Por estes dias voltámos a instalar a aparelhagem e a pôr discos a tocar, acendemos a lareira, velas e luzinhas. Terminado o “plano diário”, aconchegamo-nos com mantas e chá. Tão bom.

E é isto. De um modo ou de outro, tudo se fará. Se não for a 100%, será o possível. O que interessa é manter o equilíbrio e chego à conclusão que, para isso, nada como uma agenda organizada e uma mente aberta para aceitar o que cada dia nos traz.
E por aí, como correm os vossos dias?

Carlota

 

 

 

 

 

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