Como decidimos as cores para o espaço do novo atelier.

Sabem quando entramos num espaço, passeamos por ele, olhamos em volta e começamos a “ter visões”? Visualizamo-nos a cozinhar aqui, a relaxar ali, a dormir virados para acolá,… isso quer dizer que é esse! Esse é o espaço que procurávamos, o espaço que fala connosco, que nos diz “coisas” e que espera por nós. Foi isso que aconteceu com este armazém para onde mudámos o atelier. As primeiras fotografias que vimos não indicavam que fosse nada de especial. Ainda assim, fiz questão de o ver ao vivo e, realmente, não era nada de especial não fosse nós termos tido “aquela visão”. Foi imediato! Eu vi-me a trabalhar ali, soube exatamente a posição em que ficaria a secretária, o computador, a bancada de trabalho, os livros. Senti a decoração, a luz e as cores. Tinha defeitos, pois tinha – escadaria, vigas e pilares em amarelo claro, armários verdes, chão desgastado, paredes sujas e com salitre – mas, ainda assim, um charme especial dividido em dois andares, que nos convenceu.

E, então, que cores vimos nós aqui?

O amarelo teria que sair! Ferragens em amarelo não nos inspiravam e decidimos logo pintá-las de preto. Ao preto industrial associar-se-ia o ocre da madeira e puxaríamos pelo branco frio, leve e luminoso que já existia. Estes eram os tons básicos, mas faltava aqui uma ou duas cores para dar mais personalidade ao espaço. Na primeira visita ficámos com a ideia de que todas as paredes eram brancas, mas depois percebemos que a chapa metálica, que cobre todo o andar de cima, era azul, um azul gelo, muito claro, quase branco. Foi a inspiração que faltava e ficou decidido: azul seria a cor que completaria a nossa paleta.
“Simples, intuitivo e racional”, como dizia um professor meu, no secundário.
Com algumas imagens e objetos fiz esta espécie de mood board:

Passei a imagem para o telemóvel e agora anda sempre comigo.
Faço sempre isto quando preciso de materializar e manter-me focada numa ideia.
Fica a dica.

As nossas últimas compras já começaram a refletir o mood board.

Entretanto, no hipermercado, encontrei uma revista nova – A Prima – que me chamou a atenção. Nome interessante, excelente design (ou não fosse a direção de arte do atelier Silva Designers), conteúdo de interesse (arte, ilustração, livros, tendências, trabalhos manuais…) e foto de capa naquele tal azul gelo! Tinha que a trazer. Aproveito para recomendá-la a quem gosta destas temáticas.

Concluindo, tanto na ilustração como na criação de espaços e ambientes, aqui no atelier é exatamente assim que tudo acontece: para cada projeto criamos um quadro de inspiração e definimos uma paleta. A partir daí, é muito mais fácil desenvolver qualquer projeto.
A nível pessoal, na remodelação da nossa casa, também é exatamente assim que fazemos. Desta forma “mantemos o norte” e chegamos ao resultado que definimos inicialmente. Sempre que tivermos dúvidas, recorremos ao quadro inspirador e recordamos as linhas que definimos.
Se houver por aí alguém em renovações, remodelações e projetos criativos, espero que esta dica vos seja muito útil. Funcional é, garantidamente!
Entretanto, nós vamos continuar em mudanças, obras, e arrumações no novo atelier e continuaremos a partilhar tudo, incluindo em vídeo, no Youtube. Já passaram por lá? Passem!… E deixem um 👍, que é importante para nós.
Beijos e abraços!

Carlota

 

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