Quadros na parede, bem visíveis aos olhos de todos, para escrever listas de tarefas, fazer o planeamento semanal ou mensal, colocar horários e calendários, são imprescindíveis para uma boa organização de equipa, seja familiar ou profissional. Nós somos adeptos desta forma de “estar em sintonia”. Em casa, temos um grande quadro preto e, no atelier, sempre tivemos um daqueles quadros brancos de escritório. Eficiente, mas pouco engraçado.
Como certamente saberão, há uns meses mudámos o nosso local de trabalho para um novo espaço e também aqui precisámos do dito “quadro branco”. No entanto, a miúda desta casa fazia questão de um quadro mais interessante… mais leve… mais bonito… além disso, a parede disponível para colocá-lo é uma parede de pladur, que aguenta muito pouco peso. Tínhamos que optar por um objeto mais leve e, claro, num material que desse para escrever e apagar (de preferência, a seco).
Achámos, então, a solução ideal: um quadro em acrílico e estamos muito contentes com o resultado (ou, pelo menos, a miúda está :-b )! Podia ser de vidro, mais barato, mas é muito mais pesado.

Uma designer do atelier disse um dia que “nesta empresa até dá vontade de tirar os sapatos e trabalhar descalça”. Estávamos no espaço antigo, pavimento de soalho flutuante, e nunca mais me esqueci da sensação boa que é ouvir dizer que o nosso espaço é confortável (e limpo). De facto, por aqui, de vez em quando, tiramos os sapatos. Foi por isso, por sensações como essa, que resolvemos pintar o chão do novo espaço de branco, uma cor inusitada, luminosa e “limpa”! Estivemos muito perto de o deixar como estava, cinzento e com as marcas de uso. Mandar pintar um pavimento destes (industrial, com uma área grande, com uma tinta própria, de uma cor clara,…) iria ficar muito dispendioso… A não ser que tentássemos fazê-lo nós… mas será que conseguiríamos? Não seria preciso uma técnica especial para aplicação deste tipo de tintas? E depois? E se o branco não resultasse?…
Resolvemos pesquisar e informar-nos melhor e encontrámos esta com o seguinte descritivo: Argafloor, 100% acrílica aquosa – aquosa, adoramos! –, aspecto acetinado, para pavimentos em cimento ou betão, sujeitos a atrito médio, boa resistência ao exterior, excelente aplicabilidade, da Argatintas – marca portuguesa, ainda por cima! Bom, não necessita primário, aplica-se com rolo ou trincha, sem quaisquer dificuldades de aplicação… Perfeito!

Sabem quando entramos num espaço, passeamos por ele, olhamos em volta e começamos a “ter visões”? Visualizamo-nos a cozinhar aqui, a relaxar ali, a dormir virados para acolá,… isso quer dizer que é esse! Esse é o espaço que procurávamos, o espaço que fala connosco, que nos diz “coisas” e que espera por nós. Foi isso que aconteceu com este armazém para onde mudámos o atelier. As primeiras fotografias que vimos não indicavam que fosse nada de especial. Ainda assim, fiz questão de o ver ao vivo e, realmente, não era nada de especial não fosse nós termos tido “aquela visão”. Foi imediato! Eu vi-me a trabalhar ali, soube exatamente a posição em que ficaria a secretária, o computador, a bancada de trabalho, os livros. Senti a decoração, a luz e as cores. Tinha defeitos, pois tinha – escadaria, vigas e pilares em amarelo claro, armários verdes, chão desgastado, paredes sujas e com salitre – mas, ainda assim, um charme especial dividido em dois andares, que nos convenceu.

A vida tem destas coisas: um dia estamos muito bem (ou não) a trabalhar no nosso cantinho, e no outro já estamos num virote, com todas as perspectivas alteradas, com mil mudanças e a cabeça a tentar acompanhar! Pois é, pessoal, há muita coisa nova a acontecer por aqui, neste verão. Tudo… menos férias. E foi mesmo assim, aconteceu de um dia para o outro… mesmo, mesmo, de um dia para o outro.